Após aprovação no curso de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Eduarda Odara, que entrou pelo sistema de cotas da universidade, sofreu diversos ataques nas redes sociais, com vídeos racistas e transfóbicos postados principalmente por figuras fascistas do Movimento Brasil Livre (MBL) e do Partido Liberal (PL). É um absurdo que um momento de felicidade e comemoração seja transformado em exposição e sofrimento por quem tenta deslegitimar a entrada de Odara e de outras milhares de pessoas pelo sistema de cotas sociais e étnico-raciais implementado nas universidades públicas brasileiras após muita luta do movimento estudantil.
O vestibular enfrentado por Eduarda e milhares de outros é um modelo burguês de educação superior, feito para dificultar o acesso de grande parte do povo ao conhecimento científico e ao ambiente acadêmico. Não existe “sistema meritocrático” onde alguém que passou anos em preparação e em “cursinhos” compete com alguém que enfrentou uma educação pública básica precarizada enquanto trabalha ou passa fome. As cotas, ainda que insuficientes como qualquer “política pública” ou “reforma”, engradecendo os enfeites sobre a exploração e opressão capitalista, e intermediadas por muita burocracia, não foram dadas, mas arrancadas, e serão defendida!
É urgente que todos os setores da universidade, principalmente o movimento estudantil, se posicionem em defesa da integridade da aluna ingressante mediante os ataques transfóbicos que a aluna vem sofrendo por parte de milícias virtuais de extrema-direita e seus representantes.
Toda solidariedade a Eduarda Odara. Você será bem recebida (e defendida!) na UERJ. E avisamos para aqueles que gostam de latir grande na internet e fazer palanque eleitoral:
Fascistas e transfóbicos não têm lugar nas nossas universidades! Tentem pisar aqui e sairão com o rabo entre as pernas!