Repostamos aqui o início do documento da tradução da Declaração do Comitê de Direção da UOC (mlm) sobre o novo ataque do Partido Comunista do Brasil postada no blog Luta de Duas Linhas.
Nota ao blog Luta de Duas Linhas: Reproduzimos abaixo Declaração da Direção da UOC (mlm) da Colômbia às calúnias endereçadas a esta organização pelo “reconstituído” Partido Comunista do Brasil (P.C.B). Em primeiro lugar, alertamos ao Movimento Comunista Internacional e aos ativistas brasileiros que seria um equívoco dizer que o grupelho gonzalista envergonhado seja o Partido Comunista do Brasil (PCB). Ora, é uma concepção idealista supor que mais de um século após a sua fundação, poderia um núcleo, ainda que consequentemente revolucionário, declarar-se o partido original. E, afinal, que bom que isso não se passa, pois no curso do processo histórico as diferentes separações e renomeações correspondem a etapas necessárias do desenvolvimento da revolução e da sua vanguarda. Seria pedestre recordar, por exemplo, que o Partido Bolchevique alterou diversas vezes a sua nomenclatura: o que importa é a conservação do seu caráter de classe comunista. Recordemos o próprio Partido Comunista da Índia (Maoista) fundado em 2004, tal como apresentado em diversos documentos dos camaradas naxalitas. Só por aí se vê que não só não há nenhuma identidade entre os impostores gonzalistas envergonhados brasileiros e a linha política geral sustentada pelos camaradas indianos, como elas são diametralmente opostas. O mesmo vale para questões de princípios relacionadas à caracterização da época atual, à concepção de centralismo democrático e de luta de duas linhas no seio do partido, ao papel dos chefes e da relação destes com as massas, à linha militar etc etc. Após anos de silêncio em público e ataques nos bastidores, apresentar-se o “reconstituído” P.C.B. como maior defensor da linha política do PCI (M) é um expediente que deveria fazer corar mesmo seus defensores que tivessem um pingo de vergonha na cara. Apenas após a nossa valente cisão, seus chefetes têm mexido seus traseiros calejados de reuniões para fazer algo mais do que soltar, de tempos em tempos, declarações em defesa do PCI (M). As organizações que com eles romperam, embora ainda longe do que é necessário, difundiram em meses mais a Revolução de Nova Democracia na Índia e sua documentação entre o público brasileiro que os impostores gonzalistas em décadas de atividades! Isto é um fato bem documentado, não?
Além disso, tal agremiação não é reconhecida como partido pelo proletariado brasileiro e não possui nenhuma atuação relevante no seio do movimento operário. Nenhum dos seus dirigentes chega a ser uma liderança reconhecida pelas massas e qualquer pessoa sem preconceitos que investigue a realidade brasileira descobrirá rapidamente que esta sigla não é associada ao autêntico Partido Comunista nem mesmo por pessoas já iniciadas politicamente. Afora este aspecto prático, lembremos que a suposição de que o partido é um só desde o começo é tributária das formulações do Camarada Gonzalo, segundo o qual a Reconstituição do Partido coincide com o Início da Guerra Popular. O que os dirigentes do “reconstituído” P.C.B. têm a dizer sobre a correção desta sentença, que eles prescrevem a torto e a direito como sendo de “validez universal”? Será este um daqueles casos consagrados no aforismo, “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”?
O texto integral pode ser visto no link “lutadeduaslinhas.wordpress.com“.