Ontem, 23 de setembro, foi o dia da paralisação nacional dos estudantes. E na UFRRJ os estudantes se mobilizaram para piquetar os prédios e salas dos cursos que decidiram por aderir a paralisação. Fechamos o pórtico da UFRRJ com pneus em chamas e denunciamos a situação estudantil insalubre que a reitoria nos proporciona, além dos impactos do arcabouço fiscal na educação. Essa política que já está aí há anos como “teto de gastos“ e que o atual governo apenas mudou o nome. O Novo MEPR, junto de outros estudantes e coletivos, ocupou a reitoria que se recusou por diversas vezes a estar na mesma sala que nós, preferindo negociar de portas fechadas com apenas alguns poucos representantes. Mas os estudantes escancararam as contradições da reitoria e a fizeram se calar e se reunir conosco para ouvir o que tínhamos a dizer e assinar a Carta de Compromisso.
Diante das eleições, estudantes que até foram favoráveis ao ato fizeram a crítica de que não deveria ter ocorrido agora, às vésperas das eleições, e que fomos muito radicais em queimar pneus. Pois o Novo MEPR vem dizer que LUTAR NÃO É CRIME e que REBELAR-SE É JUSTO! E que somente a luta combativa conquista vitórias. A história por diversas vezes confirma que é ilusão achar que as conquistas vem de carreiristas políticos e do parlamento burguês-latifundiário.
Muitas críticas podem ser feitas sobre como ocorreu e decorreu a paralisação, como a falta de mobilização do DCE, mas nenhuma delas deverá ser sobre a existência da mesma. A Rural está largada às traças! Quem estuda e tenta fazer ciência é vítima da fome. A opressão docente, a misoginia e o racismo estão mais vivos do que nunca e aqueles que denunciam são desprezados e têm sua humanidade negada. O movimento estudantil na Rural está há anos fragilizado e o campus do IM é um dos mais violados pelo poder paralelo. Diante de tudo isso, esse ato se faz justo de existir e muitos outros deverão ocorrer.
Desde bastante tempo que a luta combativa nas ruas vem mudando seus rumos e se metamorfoseando para discursos vazios de prática e de teoria revolucionária, se acomodando na internet. É preciso mudar esse paradigma! É preciso estudar, lutar e propagar o marxismo! Convocamos a todos os estudantes para se somarem as nossas fileiras nesta luta, por aumentarmos nossa mobilização e capacidade de lutar pela Universidade Pública de qualidade!


