Nota postada no dia 20/09 no Instagram do Novo MEPR @novomepr_
Há exatos 2 anos (20/09/2024) a histórica greve de ocupação da UERJ, que durou 57 dias, chegava ao seu fim com a invasão da Tropa de Choque no campus Maracanã a mando da REItoria Gulnar-Deusdará, fato que não ocorreu sequer no regime militar. Seu objetivo era nítido, levar todos os estudantes presos e desmoralizar o movimento grevista. Contudo, fracassaram miseravelmente, se chocaram com força da juventude que, ao decidir pela resistência em assembleia, organizou sua autodefesa estudantil com pedras e escudos improvisados e deu um olé na tropa de choque, fazendo eles de otários.
Durante a batalha 4 pessoas foram detidas, dentre eles 2 estudantes, e assim que se soube onde eles estavam o movimento estudantil foi direto para lá protestar para que fossem liberados. Na noite do mesmo dia os 4 estavam soltos e todos eles saíram de cabeça erguida e com o moral muito superior ao dos porcos.
Importante lembrar também da invasão do choque ao CAFIL. Sobre isso várias perguntas ainda não foram respondidas, como eles sabiam onde era o CA e porque invadir o CAFIL? Sobre esse assunto a REItoria segue em silêncio e fala que são águas passadas.
A ocupação ocorreu em resposta ao repentino corte de bolsas e assistência estudantil, o qual afetou mais de 5000 alunos no meio das férias de julho sem nenhum aviso aos estudantes. A alegação é que a universidade estava sem verba, mas esse é um problema frequente da UERJ e cabe a nós lutar por ela, porém ao invés da direção comunicar os estudantes e buscar uma solução em conjunto, eles escolheram cortar o já precário programa de assistência estudantil. Muito irônico considerando que a campanha destes oportunistas ao se elegerem para os cargos da reitoria em 2023 foi justamente em cima da defesa e ampliação das cotas e bolsas.
Ao longo de toda a ocupação, os comandos de greve estudantis tentaram negociar com a REItoria, porém ela se mostrou irredutível, se recusando a ter qualquer diálogo com os estudantes. Eles queriam falar apenas com os CAs e DCE, sendo que a maioria dos CAs e o DCE são aparelhados pela força imobilista do PT, que nem sequer participou da greve e, desde o início buscou vender os estudantes, fazendo negociações paralelas à portas fechadas.
Desde o fim da ocupação, a universidade tem avançado cada vez mais na burocratização do espaço da universidade para realização de atividades por parte dos estudantes e no uso de táticas repressivas e de perseguição para controlar o movimento estudantil através do medo. Proibiram colaços, colocar faixa sem autorização da prefeitura, banquinhas e até panfletagens já foram barradas. Eles querem uma universidade limpa e sem movimento político, mas eles não terão o que querem, se impedirem nós faremos do mesmo jeito.
Viva a Batalha da UERJ!
Viva a Juventude Combativa!
Nosso documentário na ocasião do 1 ano da Batalha na UERJ.