Luiz Cláudio, companheiro do Movimento Palestina Livre - Rio de Janeiro, que têm sido censurado pela prefeitura da UERJ e impedido de montar a banquinha da Palestina desde março de 2026
Desde a volta da pandemia em 2022, a UERJ têm se mostrado cada vez mais hostil ao movimento estudantil e ao movimento popular de modo geral. A universidade aumentou o controle que ganhou com a universidade fechada sem seus 3 setores, deixando a manutenção dos espaços na mão da Segurança, e sua chefe, Andrea, que é conhecida por reprimir o movimento estudantil pessoalmente. Houveram diversas proibições de manifestações no espaço da universidade e também de colaços, a segurança dobrou de tamanho, ocupando quase todas as esquinas dos blocos e várias vezes impediu mesmo panfletagens da nossa corrente.

Na greve de ocupação da UERJ de 2024, isso se mostrou de forma ainda mais concentrada e escancarada, quando no segundo dia da ocupação a REItoria mandou trancar a universidade e impedir os que estavam ocupando de sair do prédio e alunos que estavam fora de entrarem – eles impediram alimentos e remédios de entrarem com os alunos presos lá dentro e passando fome. Além disso, também ocorreram diversas agressões por parte de seguranças aos alunos a mando da REItoria, cortes eventuais de água e luz, criminalização jurídica aos ocupantes e tendo seu ápice no pedido da reintegração de posse com uso de força, por parte da reitoria Gulnar-Deusdará, no qual o choque invadiu a universidade, numa cena jamais vista nem mesmo na Ditadura Militar.






Atualmente, passados quase 2 anos da ocupação, a repressão ainda se mantém através do processo contra os estudantes em luta pela permanência. A prefeitura faz postagens no Instagram tratando escritas nos banheiros e nas paredes (como as do The Wall, espaço de convívio) como vandalismo, colaços continuam sendo impedido e panfletagens, banquinhas e faixas agora precisam da autorização da prefeitura.
Essa busca por controlar tudo que acontece na UERJ por parte da prefeitura pode até fazer algum sentido se não se entende que esse controle é a mesma coisa que legitimar a censura ao movimentos que lá atuam. Esse controle vira censura quando certos movimentos religiosos e políticos de direita acontecem sem impeditivos da Reitoria, o que é a realidade.
Censura à banquinha da Palestina
Desde o final do ano passado o companheiro Luiz Cláudio, que compõem o Movimento Palestina Livre – Rio de Janeiro, montava a Banquinha da Palestina no Hall do Queijo, da UERJ Maracanã, na qual comercializava bottons e diversos produtos da Palestina e de vários outros movimentos anti-imperialistas. Entretanto, desde março deste ano ele tem sido impedido de montar a banquinha pela prefeitura da UERJ. O desdém da prefeitura da UERJ não é apenas com o comitê da Palestina, mas sim com o Sindicato de Professores da UERJ, a ASDUERJ, pois são eles quem faziam os pedidos e a prefeitura tem se recusado a responder essa questão específica, mas continua respondendo à outras.
Ironicamente, enquanto a UERJ impede panfletagens sobre eventos internos, sobre a Batalha da UERJ e diversos outros assuntos políticos e que interessam e dizem respeitos aos alunos da universidade, a UERJ também permite que grupos organizados distribuam cerca de 4 mil bíblias nas portas de entrada do pavilhão principal da UERJ, o pavilhão João Lyra. Ora, se a universidade é laica e pública, por que há negativa para uns e positiva para outros?
Agora, é essencial o movimento estudantil aproveitar o momento de greve estudantil, junto dos professores e técnicos e lutar por torná-la uma bandeira do fim dos processos aos lutadores da ocupação de 2024, como passo para o fim da censura e repressão promovida pela UERJ ao movimento estudantil e movimento popular!
Lutar não é crime!
Abaixo a lei da mordaça na UERJ!
Pelo fim da censura à banquinha da Palestina na UERJ!
Abaixo a censura ao movimento estudantil e ao movimento popular na UERJ!