Assembleia do dia 27/04 que deflagrou a greve estudantil na UERJ
Nota postada no dia 29/04 no instagram do Novo MEPR.
Nesta segunda-feira, 27/04, foi aprovada em assembleia geral estudantil a greve dos estudantes da UERJ. O DCE com seu imobilismo de costume, tentou implodir a assembleia para que não fosse votado a greve, alegando que não havia mobilização o suficiente, mesmo este tendo passado por cima da decisão da assembleia do dia 07/04, adiando esta última assembleia do dia 14 para o dia 27 justamente com a justificativa de que era preciso esse tempo para mobilizar o corpo discente. Mesmo assim os estudantes pressionaram e garantiram a entrada de greve. No espírito em que o imobilismo foi derrubado na assembleia devemos agora mobilizar todo o setor estudantil para lutarmos por nossas pautas.
Sobre o Comando Geral de Greve (CGG), nos defendemos que este deveria ser aberto para todos os estudantes que quisessem participar, pois isto garantiria uma maior participação estudantil no CGG e consequentemente na greve. Entretanto, foi aprovado que serão tirados 2 delegados em assembleias de curso para comporem este, decisão que acaba por limitar a participação dos estudantes no CGG, o restringindo apenas a duas pessoas de cada curso que decidir entrar em greve. O CGG será formado na próxima assembleia geral estudantil, no dia 12/05, com a apresentação destes delegados.
Além disso, foi aprovada, nesta mesma assembleia, a importante minuta das cotas trans, a qual foi redigida pela Rede de Estudantes Trans e Travestis Organizadores da UERJ (@redetransuerj). A minuta é um passo importante na luta pela implantação das cotas trans na UERJ e, ainda mais agora na greve, devemos lutar firmemente por sua implementação. Vale ressaltar que a UERJ é a única universidade pública do estado Rio de Janeiro que não tem a política de cotas trans.
Agora é hora de, como diria Lenin, fazer da greve uma escola de comunismo, lutando pelas nossas pautas econômicas e políticas, como por exemplo o fim da criminalização dos estudantes e um técnico da greve de 2024 e a ampliação e melhora da assistência estudantil, ampliando nossa mobilização enquanto estudantes e nos somarmos aos técnicos e professores em greve em sua luta pela recomposição salarial.
Cotas Trans já!
Lutar não é crime!
Viva a greve dos 3 setores da UERJ!
Abaixo a censura ao movimento estudantil e ao movimento popular na UERJ!