Ato unificado da educação pela recomposição salarial no dia 09/04
Publicado no instagram dia 13/04/2026.
A UERJ encontra-se em greve nesse momento, tanto os professores (pela ASDUERJ) e os técnicos (pelo SINTUPERJ) aprovaram greve em suas categorias e paralisaram seus setores, os professores desde o dia 25/03, e os técnicos desde o dia 9/04, tendo suas atividades paralisadas construindo atos e atividades na UERJ e nas ruas, as demandas principais são a Recomposição Salarial que encontra-se defasada e o cumprimento de acordos do Governo de Estado, mas entre as demandas se encontra também o fim da perseguição política dos alunos que participaram da greve de ocupação de 2024. Essas greves aconteceram após bastantes disputas dentro de ambas as categorias, tendo os técnicos combatido a direção de seu sindicato que ativamente tentou impedir essa greve.
Enquanto estudantes é importante que discutamos qual deve ser o nosso papel neste momento, e como conseguir levantar também as nossas demandas. Desde 2024, após o fim da Greve de Ocupação de 2024, a situação dos auxílios ainda está muito delicada, mantendo em nosso horizonte a necessidade de defender um sistema de auxílios melhor para os estudantes. Para além disso, a REItoria tem se mostrado cada vez mais hostil para os movimentos políticos, movendo processos para perseguir estudantes que participaram da greve de 2024, e se mostrando cada vez mais intolerantes a manifestações políticas dentro da universidade, proibindo a colagem de papéis nas paredes, exigindo autorização para pendurar faixas e também impedindo a instalações de banquinhas de produtos em defesa da Palestina e outros movimentos anti-imperialistas. Nesse momento é importante que possamos nos unir aos professores e técnicos para potencializar nossas lutas pelas nossas demandas, não fazendo uma “greve de pijama”, mas trazendo mobilização para todos!
Para começarmos a organizarmos as nossas demandas, o DCE de forma inédita puxou uma assembleia geral no dia 7/04, que foi marcada pelos mesmos problemas de sempre, atraso injustificado de 1 hora, metodologia sem sentido, e a escolha da capela no lugar da concha, para que a assembleia se arrastasse e estivesse esvaziada no momento das votações. Mesmo com esses problemas, foi conquistado o Estado de Greve para que pudesse iniciar a partir de outra assembleia marcada para dia 14/04. Entretanto o DCE passou por cima da decisão dos estudantes e remarcou a assembleia do dia 14 para o dia 27 de maneira anti-democrática. Nesse momento é importante lutarmos contra o imobilismo e nos unir o quanto antes aos outros setores da universidade para construirmos uma combativa greve de 3 setores e lutarmos por uma universidade verdadeiramente democrática e a serviço do povo!